quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Continuidade das apresentações em sala



Como foi dito por um dos nossos colaboradores Jorge Victor o professor Silvio determinou a apresentação de textos pelos grupos divididos em sala, e na aula passada do dia 07/12/12 foi apresentado o texto Imaginação: arte e ciência na infância de Gilka Girardello pelo quarto grupo.
O texto apresentado gerou muita discussão e rememorações de infâncias e até de dias atuais com relatos de experiências vivenciadas pelos alunos tanto do grupo como a sala em geral, o que tornou a aula muito dinâmica.
Em si o texto falava sobre a relação da imaginação com a infância e o quanto se faz necessário este processo para o desenvolvimento psicossocial e da criatividade da criança. Mostra como a própria natureza que um bem publico na maioria das vezes pode servir de incentivo a imaginação da criação participando muito assim do processo de crescimento e comportamento da criança e até para os adultos que cabe a minha opinião.
A autora também ressalta a questão da intervenção pelos adultos tanto quanto pelos pais quanto pelos professores, dizendo assim que ela pode ser positiva ou negativa dependendo da situação. Por isso seria interessante uma maior compreensão dos adultos em relação à infância e a imaginação para que estimule a criança e saiba compreender esse processo.
Contudo tanto o texto quanto o grupo conseguiu demonstrar como as vivencias imaginativas na infância contribui para a formação estética, cognitiva e afetiva como relata no próprio texto.
Concluindo pode-se dizer que foi um texto de alto nível que exigia uma discussão entre alunos e professor para que houvesse um maior entendimento tanto do texto como do próprio processo imaginário da criança. E que apesar de nosso curso ser o bacharelado e não atuarmos em escolas pode-se aplicar esse conteúdo tanto em clubes, locais especializados para o lazer, colônias de férias, entre outros, mostrando assim um texto muito bem selecionado e de grande valia para o aprendizado de nós alunos da educação física.

Dando prosseguimento ainda ao texto relatado acima tive algumas reflexões que gostaria de compartilhar.

Ao ler o texto logo me veio à cabeça à questão da aplicação no contexto de hoje em dia da questão da imaginação, como está sua abordagem nos dias de hoje e como era antigamente, se o tempo teria afetado essa questão da imaginação na infância. E cheguei a pensar que o processo imaginário pode estar sendo prejudicado nos dias atuais com esse volume de tarefas estabelecidos que as crianças sejam praticamente obrigadas a fazer por pressão dos pais ou da própria sociedade que impõe que as pessoas devem ter atributos.  Assim não sobra tempo para o tédio que acaba fornecendo uma ferramenta para estimular a imaginação da criança e isso é relatado em um interessante livro que na verdade foi voltado para os adultos, mas que também tem aplicabilidade nas crianças que é “O ócio criativo de Domenico de Massi”, relatando que as pessoas deveriam ter mais que ter pelo menos 1/3 do dia dedicado ao ócio para poder fazer algo que gostam ou para estimularem sua imaginação com novos hobbies ou até uma simples leitura de um livro. Mas ele ressalta que o ócio tem que ser criativo e não na forma de acomodação como a preguiça de não fazer nada. Ele aplica esse livro na sociedade contemporânea que só trabalha de forma mecânica sem usar o cérebro e eu achei interessante aplicar ao contexto da imaginação na infância.  
Se pensarmos na época antes de cristo, por exemplo, os grandes filósofos como Aristóteles vemos como essa teoria pode ser verdadeira, pois como esses filósofos gregos não tinham nenhuma tarefa ou cargo a fazer alem de se dedicar ao campo político estimularam muita sua mente através da imaginação. Pois para formular teorias e até inventar tudo que foi desenvolvido até os tempos de hoje teve-se que sair de um pressuposto imaginário, pois aquela idéia não existia antes. Para mim foi através desse “ócio criativo” que gerou grandes pensadores, pois eles não tinham outras ferramentas para pensarem para eles como hoje em dia há que são os computadores e toda essa tecnologia que nos permeia. Assim penso que na atual sociedade ficamos limitados a desenvolver nosso cérebro dessa forma muito das vezes tendo que decorar o certo conhecimento do que realmente aprender como, por exemplo, as formulas matemáticas.

Como ponte li um artigo da Profa. Dra. Maria Angela Barbato Carneiro que fala muito sobre o brincar contemporâneo e também sobre o desenvolvimento da imaginação e criatividade. A seguir segue o resumo e quem tiver interesse em ler o artigo se encontra na web, domínio:   http://www4.pucsp.br/educacao/brinquedoteca/downloads/o_brincar_hoje.pdf

Resumo

Este trabalho tem por objetivo discutir sobre o brincar da criança, bem como seu valor e sua transformação dentro da sociedade atual, partindo de um processo histórico até refletir um pouco mais sobre sua relevância em um mundo globalizado onde existe uma tendência desse aumento no uso das tecnologias, uma diminuição  da diversidade cultural, a adultização precoce e a falta de espaços públicos para brincar

Comentários

O texto relata uma situação atual muito interessante e preocupante que é como atualmente os brinquedos são ditos pela questão consumista, assim tanto pela mídia que impõe tendências e empresas que querem lucrar vendo um grande mercado numa das fases mais importante para o desenvolvimento do individuo. Isso acaba influenciando na brincadeira tornando-a cada vez mais restrita a quem tem os brinquedos da moda que são muito caros e inacessíveis a quem tem um poder aquisitivo menor. 
Algo interessante também relatado é uma questão de como a cultura influencia no brincar, por exemplo, no texto segundo Angela os casais de hoje em dia estão tendo menos filhos chegando até filho único pela questão das despesas. Com isso acaba ocorrendo um maior isolamento durante a fase inicial da infância, onde a criança já fica restrita a um apartamento pela questão da segurança e ainda não tem irmãos para brincar dificultando assim sua inserção mais pra frente em um grupo.
 No campo das idéias o texto comenta o brincar como um processo que até que ponto os interesses e valores a eles associados permite o desenvolvimento da imaginação e criatividade do individuo. E chega a conclusão que a imaginação é “um dos elementos principais da brincadeira e é ela que permite a relação entre as diversas linguagens da criança e o brincar entre elas.”
E assim para brincar não são necessários brinquedos caros e modernos e sim uma imaginação fértil que possa projetar qualquer coisa que a criança quiser tanto real como irreais e até situações imaginárias.  

RUBIO SABINO 

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