quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Parâmetros Curriculares Nacionais


Para quem não conheça acho importante ressaltar a importância do conteúdo de jogos e brincadeiras e relevância em aplicar para o futuro beneficio para os praticantes no caso os alunos. Pois de acordo com o Ministério da Educação é obrigatório aplicar todos os conteúdos estabelecidos no PCN para as diferentes idades. Sendo assim a base para o Professor de Educação Fisica ministrar em suas aulas para desenvolver as diferentes capacidades dos praticantes. Vou citar algumas considerações a respeito de jogos e brincadeiras do PCN para quem criar interesse ler, de acordo com PCN:

“Outra característica da maioria das situações de prática corporal é o grau elevado de excitação somática que o próprio movimento produz no corpo, particularmente em danças, lutas, jogos e brincadeiras. A elevação de batimentos cardíacos e de tônus muscular, a expectativa de prazer e satisfação, e a possibilidade de gritar e comemorar, configuram um contexto em que sentimentos de raiva, medo, vergonha, alegria e tristeza, entre outros, são vividos e expressos de maneira intensa. Os tênues limites entre o controle e o descontrole dessas emoções são postos à prova, vivenciados corporalmente e numa intensidade que, em muitos casos, pode ser inédita para o aluno. A expressão desses sentimentos por meio de manifestações verbais, de riso, de choro ou de agressividade deve ser reconhecida como objeto de ensino e aprendizagem, para que possa ser pautada pelo respeito por si e pelo outro.”

“As diferentes competências com as quais as crianças chegam à escola são determinadas pelas experiências corporais que tiveram oportunidade de vivenciar. Ou seja, se não puderam brincar, conviver com outras crianças, explorar diversos espaços, provavelmente suas competências serão restritas. Por outro lado, se as experiências anteriores foram variadas e freqüentes, a gama de movimentos e os conhecimentos sobre jogos e brincadeiras serão mais amplos. Entretanto, tendo mais ou menos conhecimentos, vivido muitas ou poucas situações de desafios corporais, para os alunos a escola configura-se como um espaço diferenciado, onde terão que ressignificar seus movimentos e atribuir-lhes novos sentidos, além de realizar novas aprendizagens.” (pág. 30)

“A maneira de brincar e jogar sofre uma profunda modificação no que diz respeito à questão da sociabilidade. Ocorre uma ampliação da capacidade de brincar: além dos jogos de caráter simbólico, nos quais as fantasias e os interesses pessoais prevalecem, as crianças começam a praticar jogos coletivos com regras, nos quais têm de se ajustar às restrições de movimentos e interesses pessoais. Essa restrição é a própria regra, que garante a viabilidade da interação de interesses pessoais numa dinâmica coletiva. A possibilidade e a necessidade de jogar junto com os outros, em função do movimento dos outros, passa pela compreensão das regras e um comprometimento com elas. Isso é algo que leva todo o primeiro ciclo para ser construído. Significa também que o professor deve discutir o sentido de tais regras, explicitando quais são suas implicações nos jogos e brincadeiras.” (pág 45, 46)

“No início da escolaridade, durante os jogos e brincadeiras os alunos se agrupam em apenas alguns espaços da quadra ou do campo. Isso fica claro quando, em alguns jogos coletivos, todos se aglutinam em torno da bola, inviabilizando a utilização estratégica e articulada do espaço. Com a vivência de variadas situações em que tenham que resolver problemas relativos ao uso do espaço, a forma de atuação das crianças modifica-se paulatinamente e elas podem, então, construir uma boa representação mental de seus deslocamentos e posicionamentos.” (pág 46)

Esses são apenas alguns exemplos da importância de se desenvolver jogos e brincadeiras como conteúdo da Educação Física, no PNC tem muito mais e vale à pena conferir, pois pode te guiar tanto na graduação como na aplicação em estágios e quando formar aplicar em sua profissão. Mas acho importante ressaltar que ele não é um plano de aula nem uma receita de bolo a se seguir, pois no planejamento de aula o professor deve ter criatividade e autonomia para aplicar suas próprias idéias, ainda mais na Educação Física que ma área muito vasta de conteúdos sempre passível a mudanças e incrementos em seus conteúdos e formas de aplicar suas metodologias de estudo.



Link do portal do MEC contendo toda ementa do PCN



RÚBIO SABINO

Nintendo Wii é aprovado pela Associação Americana do Coração


Como os seguintes artigos mostram, a utilização da Wii é uma boa ferramenta para incentivar as pessoas que não são simpatizantes a educação física para que façam atividade física. A primeira pagina fala da aprovação do jogo pela Associação Americana do Coração, e descreve alguns jogos que podem ser jogados na Wii.

http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/06/04/cuide-da-saude-jogando-videogame/

A segunda pagina, embora esteja em espanhol, é muito interessante já que fala da utilização do jogo dentro das escolas, como uma forma de incentivar aos alunos que não gostam da matéria de educação física para que façam exercícios.


Macarena ferrer.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Brincando com materiais recicláveis

Para aqueles que acham que o brincar se limita as pessoas de alto poder aquisitivo que a mídia e empresas impõem hoje em dia pelos meios de consumo, não é bem assim. Muito professores e educadores reclamam da falta de material para justificar uma aula ruim aplicada, mas na verdade em minha opinião se resume a preguiça. Porém entendo que há pontos a levar em consideração como a má remuneração de professores no Brasil e a falta de reconhecimento por parte de outros profissionais e o próprio corpo administrativo de escolas e clubes. É importante lembrar que a ideia ainda contribui para o meio ambiente evitando que se descarte o material utilizado em locais inapropriados. Pois em vez de produzir lixo as pessoas podem produzir ferramentas para o brincar.
Segue videos de como aprender a montar brinquedos com materiais recicláveis.

Montagem de um foguete do Prof. Sassá com materiais recicláveis que por incrível que pareça voa.

http://www.youtube.com/watch?v=Lf-gWolZ5g0  


Montagem de uma moto, recomendada com supervisão de pais ou professores, e lembre-se de utilizar isqueiros gastos (que não contém mais gás).

http://www.youtube.com/watch?v=OsKnsXV77RU

Outro vídeo muito interessante que mostra um robô  que além de aproveitar materiais recicláveis estimula a imaginação da criança ajudando no processo cognitivo desta. Infelizmente um brinquedo muito legal que não mostra a sua montagem, mas irei procurar sua montagem e se achar postarei.

http://www.youtube.com/watch?v=bkOshRgUBzU

Brinquedos feitos com sucata que podem tranquilamente com a imaginação das crianças e boa vontade substituir os que tem no mercado de hoje em dia como bonecos de super heróis. Brinquedos recomendado principalmente em dias de chuva em que os pais podem entreter os filhos.

http://www.youtube.com/watch?v=FJfBfwraL7I

RUBIO SABINO


Vídeo sobre o curso de jogos e brincadeiras online


Para quem tem interesse em estudar um pouco mais sobre a importância de jogos e brincadeiras no desenvolvimento na infância segue um portal de curso online de brincadeiras e jogos infantis. Ele contém até curso de Pós-graduação a distância para quem pretende se especializar na área que hoje tem um grande mercado. Enfatiza como o jogos e brincadeiras são importante para o aprimoramento do processo cognitivo  pensando e reorganizando o pensamento sobre o espaço em que se insere. Contudo para quem tem interesse na área fica a dica.

http://www.youtube.com/watch?v=9hQkcarM3B8                     Vídeo sobre o curso

http://www.youtube.com/user/PortalEducacao?feature=watch        Portal Educação com dados a respeito do curso.

RUBIO SABINO

Continuidade das apresentações em sala



Como foi dito por um dos nossos colaboradores Jorge Victor o professor Silvio determinou a apresentação de textos pelos grupos divididos em sala, e na aula passada do dia 07/12/12 foi apresentado o texto Imaginação: arte e ciência na infância de Gilka Girardello pelo quarto grupo.
O texto apresentado gerou muita discussão e rememorações de infâncias e até de dias atuais com relatos de experiências vivenciadas pelos alunos tanto do grupo como a sala em geral, o que tornou a aula muito dinâmica.
Em si o texto falava sobre a relação da imaginação com a infância e o quanto se faz necessário este processo para o desenvolvimento psicossocial e da criatividade da criança. Mostra como a própria natureza que um bem publico na maioria das vezes pode servir de incentivo a imaginação da criação participando muito assim do processo de crescimento e comportamento da criança e até para os adultos que cabe a minha opinião.
A autora também ressalta a questão da intervenção pelos adultos tanto quanto pelos pais quanto pelos professores, dizendo assim que ela pode ser positiva ou negativa dependendo da situação. Por isso seria interessante uma maior compreensão dos adultos em relação à infância e a imaginação para que estimule a criança e saiba compreender esse processo.
Contudo tanto o texto quanto o grupo conseguiu demonstrar como as vivencias imaginativas na infância contribui para a formação estética, cognitiva e afetiva como relata no próprio texto.
Concluindo pode-se dizer que foi um texto de alto nível que exigia uma discussão entre alunos e professor para que houvesse um maior entendimento tanto do texto como do próprio processo imaginário da criança. E que apesar de nosso curso ser o bacharelado e não atuarmos em escolas pode-se aplicar esse conteúdo tanto em clubes, locais especializados para o lazer, colônias de férias, entre outros, mostrando assim um texto muito bem selecionado e de grande valia para o aprendizado de nós alunos da educação física.

Dando prosseguimento ainda ao texto relatado acima tive algumas reflexões que gostaria de compartilhar.

Ao ler o texto logo me veio à cabeça à questão da aplicação no contexto de hoje em dia da questão da imaginação, como está sua abordagem nos dias de hoje e como era antigamente, se o tempo teria afetado essa questão da imaginação na infância. E cheguei a pensar que o processo imaginário pode estar sendo prejudicado nos dias atuais com esse volume de tarefas estabelecidos que as crianças sejam praticamente obrigadas a fazer por pressão dos pais ou da própria sociedade que impõe que as pessoas devem ter atributos.  Assim não sobra tempo para o tédio que acaba fornecendo uma ferramenta para estimular a imaginação da criança e isso é relatado em um interessante livro que na verdade foi voltado para os adultos, mas que também tem aplicabilidade nas crianças que é “O ócio criativo de Domenico de Massi”, relatando que as pessoas deveriam ter mais que ter pelo menos 1/3 do dia dedicado ao ócio para poder fazer algo que gostam ou para estimularem sua imaginação com novos hobbies ou até uma simples leitura de um livro. Mas ele ressalta que o ócio tem que ser criativo e não na forma de acomodação como a preguiça de não fazer nada. Ele aplica esse livro na sociedade contemporânea que só trabalha de forma mecânica sem usar o cérebro e eu achei interessante aplicar ao contexto da imaginação na infância.  
Se pensarmos na época antes de cristo, por exemplo, os grandes filósofos como Aristóteles vemos como essa teoria pode ser verdadeira, pois como esses filósofos gregos não tinham nenhuma tarefa ou cargo a fazer alem de se dedicar ao campo político estimularam muita sua mente através da imaginação. Pois para formular teorias e até inventar tudo que foi desenvolvido até os tempos de hoje teve-se que sair de um pressuposto imaginário, pois aquela idéia não existia antes. Para mim foi através desse “ócio criativo” que gerou grandes pensadores, pois eles não tinham outras ferramentas para pensarem para eles como hoje em dia há que são os computadores e toda essa tecnologia que nos permeia. Assim penso que na atual sociedade ficamos limitados a desenvolver nosso cérebro dessa forma muito das vezes tendo que decorar o certo conhecimento do que realmente aprender como, por exemplo, as formulas matemáticas.

Como ponte li um artigo da Profa. Dra. Maria Angela Barbato Carneiro que fala muito sobre o brincar contemporâneo e também sobre o desenvolvimento da imaginação e criatividade. A seguir segue o resumo e quem tiver interesse em ler o artigo se encontra na web, domínio:   http://www4.pucsp.br/educacao/brinquedoteca/downloads/o_brincar_hoje.pdf

Resumo

Este trabalho tem por objetivo discutir sobre o brincar da criança, bem como seu valor e sua transformação dentro da sociedade atual, partindo de um processo histórico até refletir um pouco mais sobre sua relevância em um mundo globalizado onde existe uma tendência desse aumento no uso das tecnologias, uma diminuição  da diversidade cultural, a adultização precoce e a falta de espaços públicos para brincar

Comentários

O texto relata uma situação atual muito interessante e preocupante que é como atualmente os brinquedos são ditos pela questão consumista, assim tanto pela mídia que impõe tendências e empresas que querem lucrar vendo um grande mercado numa das fases mais importante para o desenvolvimento do individuo. Isso acaba influenciando na brincadeira tornando-a cada vez mais restrita a quem tem os brinquedos da moda que são muito caros e inacessíveis a quem tem um poder aquisitivo menor. 
Algo interessante também relatado é uma questão de como a cultura influencia no brincar, por exemplo, no texto segundo Angela os casais de hoje em dia estão tendo menos filhos chegando até filho único pela questão das despesas. Com isso acaba ocorrendo um maior isolamento durante a fase inicial da infância, onde a criança já fica restrita a um apartamento pela questão da segurança e ainda não tem irmãos para brincar dificultando assim sua inserção mais pra frente em um grupo.
 No campo das idéias o texto comenta o brincar como um processo que até que ponto os interesses e valores a eles associados permite o desenvolvimento da imaginação e criatividade do individuo. E chega a conclusão que a imaginação é “um dos elementos principais da brincadeira e é ela que permite a relação entre as diversas linguagens da criança e o brincar entre elas.”
E assim para brincar não são necessários brinquedos caros e modernos e sim uma imaginação fértil que possa projetar qualquer coisa que a criança quiser tanto real como irreais e até situações imaginárias.  

RUBIO SABINO 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Resumo Apresentações


Jogos, Brinquedos e Brincadeiras

Como foi determina pelo professor Silvio, cada grupo era responsável por apresentar o assunto que um determinado texto tinha e ir além do texto, trazer ensinamentos e coisas que acrescentem aos que assistem as apresentações.
Então, a partir da leitura dos textos e das apresentações que foram feitas, tirei algumas conclusões.
A primeira vem do primeiro texto; As crianças e a brincadeira de José Alfredo Oliveira Debortoli. Nesse texto vemos a influencia da infância na vida adulta da pessoa humana, essa infância muito ligada às brincadeiras que essa pessoa tinha nessa fase da vida. O texto enfatiza bem a importância do brincar e suas consequências. Ele nós faz pensar na forma em que o adulto pode acrescentar nas brincadeiras, como alguém que está ali para acrescentar ou apenas supervisionar tudo que está acontecendo.
O segundo texto, Infância, sociedade e cultura de Maria Cristina Soares de Gouvêa nos levar a pensar principalmente na influencia da cultura e da sociedade no brincar de cada criança. Algo que caracteriza isso são as diferenças nas brincadeiras das crianças de diferentes classes sócias, evidenciando como as condições socioeconômicas interferem na vida da criança, e claro no brincar.
Já no terceiro texto, Os jogos e os homens de Roger Caillois vemos uma classificação para cada tipo de brincadeira. O autor define a principio em quatro tipos as brincadeiras, primeiro em Agôn (competição), Alea (sorte), Mimicry (simulacro) e Ilinx (vertigem).
O que mais chama atenção é a influencia que o Agôn tem nas crianças. Atualmente, a criança já cresce com a ideia da competição em sua mente, e aqui vai por toda a sua vida. E isso fica claro quando observamos as brincadeiras das crianças ao nosso redor, onde predomina as brincadeiras em que haverá um vencedor e um perdedor.
Conclui-se, que as brincadeiras da infância da pessoa humana influenciarão no seu modo de ser como adulto. Também que as condições socioeconômicas determinam muitas vezes as brincadeiras executadas pelas crianças e tempo que isso irá durar na vida dela. Além dos tipos e objetivos das brincadeiras que as crianças têm em executado tem atualmente que se concentram nas competições.

Jorge Victor